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CEGUINHAS VIRAM CELEBRIDADES

O filme “A pessoa é para o que nasce”, de Roberto Berliner, contando a história de três irmãs cegas de Campina Grande, foi lançado ontem em Minas Gerais, depois de já ter sido lançado em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Paraíba, com apoio do Governo do Estado, a avant-premiére será no dia 8 de julho, no Iguatemi Shopping, em Campina Grande e, no dia 9, no Mag Shopping, em João Pessoa.

O documentário produzido em longa-metragem terá seu lançamento oficial em todos os principais cinemas do Estado no dia 15 de julho. As três irmãs vêm conquistando o Brasil e arrancando elogios de nomes como Gilberto Gil e Naná Vasconcelos.

O filme conta o amor, o destino e a sedução do cinema na visão de três irmãs cegas: Regina, Maria e Conceição. Unidas pela peripércia incomum do destino, elas viveram cantando e tocando ganzá em troca de esmolas nas cidades e feiras do Nordeste. O filme de Berliner acompanha os afazeres cotidianos destas mulheres e revela curiosas estratégias de sobrevivência, da qual participam parentes e vizinhos. E, num efeito cinematográfico, transforma as três irmãs em celebridades.

Para o crítico Carlos Alberto de Mattos, “A pessoa é para o que nasce” é um exercício no fio de uma lâmina. “Nada mais arriscado do que filmar quem não vê e, portanto, não controla a forma como se dá o ver”, afirma. Ele destaca que a cena final com o banho ao ar livre, considerada uma das mais polêmicas do documentário, de uma coragem notável. “Berliner confronta os preconceitos estéticos do espectador e impõe uma poética bruta que paira acima e além da beleza. O desnudamento físico de Maria, Conceição e Regina é apenas uma parcela irrisória do quanto elas se dão a ver num projeto que ajudou a transformar suas vidas”, analisa. , 02 de Julho de 2005