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SANTAS DE CASA

‘ceguinhas’ sobem ao palco do maior São João do Mundo e encantam 50 mil pessoas

Depois de passarem mais de 50 anos tocando ganzá e cantando emboladas na rua Semeão Leal, Centro de Campina, para um público pequeno, as ceguinhas encerraram no último domingo o Maior São João do mundo cantando, ao lado de Ladja Betânia e de Zabé da Loca, para um público estimado em mais de 50 mil pessoas. A simplicidade de Maroca, Poroca e Indaiá encantou a multidão na última noite da festa no Parque do Povo.

Durante o show, Ladja Betânia convocou a população de Campina Grandea lotar a sala Cine Multiplex, no Shopping Iguatemi, na exibição do premiado filme A pessoa é para o que nasce, que tem a avant-premiére marcada para o dia 8 em Campina, a pré-estréia no dia 9, em João Pessoa. A partir do dia 15, o filme entrará na programação normal do cinema em Campina Grande.

O sucesso do filme na tela grande colocou as ceguinhas na telinha da TV. Elas já participaram de vários programas em rede nacional como “Mais você”, com Ana Maria Braga, e “Altas Horas”, com Serginho Groisman, ambos na TV Globo. Elas também tiveram duas participações espaciais na novela América, a última foi na quinta-feira, quando foram entrevistadas por Dudu Braga, filho do “rei” Roberto Carlos. O reconhecimento do trabalho de uma vida não deixa as artistas ficarem paradas. Depois do encerramento do São João, as ceguinhas foram destaque ontem na Fashion Week, no Rio de Janeiro.

Fama Merecida

A súbita fama das irmãs Regina Barbosa, Maria da Neves Barbosa e Francisca da Conceição Barbosa, mais conhecidas como “As Ceguinhas de Campina”, chegou quando o publicitário Roberto Berliner, 47, percorria o Brasil, em 97, produzindo uma série intitulada “O Som da Rua”, para a TV Educativa do Rio de Janeiro. O material colhido era um registro dos músicos anônimos que ganham a vida tocando e cantando nas ruas do Brasil e Angola.

Ao ser informado das ceguinhas, Berliner se interessou em conhecê-las e foi “amor a primeira vista”, que gerou a produção de um premiado curta-metragem feito em Campina. O dinheiro do prêmio foi todo investido no material para a filmagem que gerou A pessoa é para o que nasce, premiado no Cine Ceará como melhor filme abordando a temática nordestina. , 05 de Julho de 2005