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A PESSOA É PARA O QUE NASCE ANALISA EFEITO CELEBRIDADE

No documentário A Pessoa é para o que Nasce, o diretor carioca Roberto Berliner retoma e amplia um curta premiado feito em 1998 sobre as irmãs e cantoras populares Regina, Maria e Conceição, de Campina Grande (PB). É o primeiro longa de Berliner.

No curta, ele apresentava o cotidiano das três mulheres que, mesmo sendo deficientes visuais, cantavam nas ruas e assim garantiam a sobrevivência de 14 parentes.

Agora, o diretor aborda a mudança na vida do trio, que se tornou celebridade justamente a partir da própria produção do curta-metragem.

O encontro com o cineasta, aliás, foi decisivo. Quando as conheceu, em 1997, na época em que filmava a série de TV Som da Rua, sobre músicos anônimos, Berliner encontrou as irmãs num momento de interrupção momentânea da carreira.

Foi a produção do programa quem lhes deu novamente os ganzás, instrumentos com os quais se apresentavam, o que permitiu retornarem à vida artística.

A repercussão deste programa de TV, bem como do curta filmado posteriormente, fez com que a música das irmãs chegasse aos ouvidos de gente como Naná Vasconcelos e Gilberto Gil, na época curadores do festival Percpan.

Assim, elas foram convidadas para participar do festival como artistas profissionais, apresentando-se em Salvador e São Paulo, pela primeira vez na vida recebendo cachês e ao lado de atrações nacionais e internacionais.

O longa registra esta que foi a única turnê das Ceguinhas de Campina Grande, como foram chamadas pela imprensa.

O diretor Roberto Berliner tem 46 anos e filmou curtas premiados no Brasil e no exterior, caso de Angola (1989), Street Sounds (1997) e Tuning the Inner Side (2002). , 08 de Junho de 2005