link_home
TvZero
LONGAS E DOCUMENTÁRIO AGITAM O CIRCUITO

Os nacionais ‘A Selva’ e ‘A pessoa é para o que nasce’ são os destaques do fim de semana

O diretor Roberto Berliner expõe no documentário A pessoa é para o que nasce não só a vida das três irmãs cegas de Campina Grande, Maroca, Indaiá e Poroca, mas seu próprio envolvimento com as protagonistas, colocando em questão até que ponto a imparcialidade deve existir nesta linguagem. Na ficção, Maitê Proênça estréia A Selva, do cineasta Leonel Vieira. Em O segredo de Vera Drake uma ingênua senhora (...)

A pessoa é para o que nasce

Até que ponto um documentarista pode se envolver com seu “objeto” a ser documentado? Ao expor cenas de seu envolvimento afetivo com “as meninas” Maroca, Poroca e Indaiá, em A pessoa é para o que nasce o diretor Roberto Berliner abre a discussão. Ao longo de sete anos – no período de 1998 a 2004 – Roberto conheceu de perto o dia-a-dia das três irmãs cegas, filhas de camponeses sem terra, que ganharam a vida pedindo esmolas nas rua de campina Grande, cantando e tocando Ganzá. A musicalidade, a alegria e a forma como que, apesar da condição de “excluídas” – sobretudo no mundo da imagem – elas continuam abertas para experimentar o afeto, fizeram com que Roberto, em determinado momento, reeditasse todo o material que tinhas em mãos e repensasse seu filme permitindo-se existir como personagem da história , 03 de Junho de 2005