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FORTALEZA, CAPITAL DO CINEMA

A 15ª edição do Cine Ceará mostra o trabalho de diretores anônimos e revela talentos nascidos em pequenas cidades do interior do Nordeste.

A beleza das praias do Ceará se transformou em cenário para filmes. Além de receber equipes de gravação com grandes elencos durante o ano inteiro, abriga também diretores anônimos e revela talentos nascidos em pequenas cidades do interior do Nordeste. É o que está sendo mostrado na 15ª edição do Cine Ceará.

O festival, que começou em 1991 como uma mostra de vídeos universitários, chega à 15ª edição como o principal evento do cinema no Nordeste. Este ano, 449 títulos foram escritos.

O Nordeste é tema da maioria dos competidores. O longa-metragem “A pessoa é para o que nasce” mostra a história de três irmãs cegas de Campina Grande, na Paraíba, que vivem de cantar e pedir esmolas nas feiras da cidade. A produção demorou oito anos para ficar pronta. Durante esse tempo as gravações trouxeram fama e influenciaram as irmãs.

“Pelo fato de o filme estar acontecendo, a vida delas foi se modificando. Elas ficaram mais conhecidas, estão começando a fazer shows pelo Brasil, como em São Paulo, Salvador e Brasília. No mês que vem, elas vão fazer um no Rio de Janeiro”, comenta Leonardo Domingues, que dirigiu o documentário , 09 de Junho de 2005