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PREMIAÇÃO TERMINA PULVERIZADA

A premiação do 15º cine Ceará foi pulverizada entre os sete longas-metragens concorrentes. Nenhum dos filmes saiu da disputa sem prêmio. O melhor filme foi o documentário “A pessoa é para o que nasce” (RJ), de Roberto Berliner. O melhor diretor, Carlos Reichenbach, por “Bens Confiscados (SP), que levou também os prêmios de atriz (Betty Faria) e ator (Werner Schuneman).

“Quanto vale ou é por quilo?” (SP), de Sergio bianchi, arrebatou cinco troféus: rpteiro (Bianchi, Newton Canito e Eduardo Benaim), montagem (Paulo Sacramento), direção de arte (Renata Tessari), ator coadjuvante (Lázaro Ramos), atriz coadjuvante (Ariclê Perez).

“Por 30 dinheiros” (PB), de Vânia Perazzo e Ican Hlearov, ficou com o prêmio de melhor som (Juarez Dagoberto e Patricia Regadas). “ A marca do Terrir” (RJ), de Ivan Cardoso , levou a melhor trilha (Julio Medagli). “Seo Chico” (sc), de José Rafael Mamigonian, vendeu em fotografia (Mario Carneiro e Dib Lutfi). “ Moacir , Arte Bruta” (RJ), de Walter carvalho, recebeu o Prêmio Especial do Júri.

O público presente à cerimônia de encerramento entusiasmou-se uma única vez na premiação de longas – no anúncio de melhor filme para “A pessoa é para o que nasce”. A platéia, que até então havia dedicado mornos aplausos aos demais, levantou-se e aplaudiu de pé o montador e co-diretor Leonardo Domingues e as Ceguinhas de Campina Grande – tema do documentário, que receberam o troféu.

Em seu agradecimento, Domingues afirmou que o prêmio corroborava a sensação de que havia valido a pena dedicar oito anos entre as filmagens e a edição, até que o filme chegasse ao formato final.

O júri de curtas-metragens foi menos comedido que o de longas e subverteu a hierarquia que consagra a película acima do vídeo. Finalizado em vídeo, o ótimo “Meu nome é Paulo Leminski”, de Cezar Migliorin, recebeu o prêmio de melhor curta da mostra, considerados também os trabalhos em 16mm e 35mm. Migliorin levou também o troféu de melhor diretor.

O júri de longas foi presidido pelo diretor de programação do Cinesesc (SP), Luiz Alberto Zakir, e integrado por Betse de Paula (DF), pola ribeiro (Ba) e Liege Nardi e Eduardo Flores Lescano., 11 de Junho de 2005