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FESTA ESQUENTA COM CONFUSÃO E POLÍTICA

Começou e terminou quente a cerimônia de encerramento do 15º Cine Ceará, na quinta 9, na sala São Luiz, Centro de Fortaleza. Uma cena que envolvia dois atores com armas de mentira foi interrompida pela polícia na Praça do Ferreira, provocando pânico nas pessoas que aguardavam o início da festa. No final, o governador Ronaldo Lessa, de Alagoas, foi vaiado quando fez um discurso a favor da transposição do rio São Francisco.

Na premiação, os documentários saíram perdendo, apesar de serem maioria na competição. A pessoa é para o que nasce, sobre três irmãs cegas que vivem em Campina Grande cantando em troca de esmolas, levou, é verdade, o prêmio de melhor filme. Mas foi só. Outros dois grandes documentários foram praticamente ignorados. O excelente Moacir, Arte Bruta, de Walter Carvalho, ficou com o Prêmio Especial do Júri, enquanto o ousado A Marca do Terrir>, de Ivan Cardoso, só ganhou o de trilha sonora, para Julio Medaglia. A ficção Quanto vale ou é por quilo?, de Sérgio Bianchi, saiu com cinco troféus.

A maior emoção foi de Carlos Reichenbach, quando agradeceu a honraria de melhor direção por Bens Confiscados (que ficou com mais dois prêmios): “Quero dividir esse prêmio com o elenco, porque ele é resultado de eu ter me relacionado com os atores como se fosse uma família.” Somente o cineasta Cláudio Assis, sempre ele, provocou mais vibração. Seu irmão Osman foi premiado, com Felipe Machado, pelo som do vídeo Ave Maria: Mãe dos oprimidos. “Ele é meu irmão e quem não quiser, f...”, gritou. Em seguida, pediu a outro membro da produção para entregar o troféu a ele. No ano que vem, o Cine Ceará abrirá a competição para filmes da América Latina, Portugal e Espanha. , 06 de Junho de 2005