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ENXERGANDO A VIDA DE OUTRA FORMA

“A pessoa é para o que nasce” emociona público

Maroca, Poroca e Indaiá. As três irmãs cegas de nascença que passaram a vida a pedir esmolas nas ruas enquanto tocavam o ganzá em Campina Grande foram as estrelas da noite da última terça-feira no Cine Odeon, que sediou a pré-estréia do documentário A pessoa é para o que nasce, de Roberto berliner.

Logo no início da noite, o cinema lotado já dava a dimensão do carisma que a história destas três irmãs exerce sobre o público. Entre anônimos convidados, jornalistas e personalidades, a cineasta Carla Camurati, que produziu a festa e lançamento pela Copacabana Filmes, estava orgulhosa do sucesso da estréia.

“Este é u filme muito especial, poético, que te faz pensar sobre a sua vida, na mesma linha da Janela da Alma”, comparou Carla, sorridente, exibindo, pela primeira vez em público, o aparelho fixo nos dentes.

Surpresa – Ao término da sessão, uma surpresa para os presentes na sala escura: em meio aos créditos, as vozes das irmãs no filme foram sendo substituídas por uma canção cantada por elas, que subiram ao palco do cinema, ovacionadas pela platéia, emocionada.

Baixinhas, de aparência frágil, as três irmãs cantaram algumas músicas e conversaram com a platéia, enfatizando a data da próxima apresentação.

“Olha, vocês não esqueçam que dia 21 tem mais, lá no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), no rio de Janeiro”, lembrava Indaiá. Maroca, a mais falante, resaltou a importância do cinema, mesmo sem nunca ter visto um filme.

“Desde que o Roberto me falou, pela primeira vez sobre este filme, eu senti que ele ia mudar a minha vida. E não só a minha. Acho que o cinema pode mudar a vida das pessoas que o assistem também”, afirmou.

Roberto, que passou sete anos visitando as irmãs em campina Grande, contou que se sente transformado. “Elas são três anjos, nunca tinha me envolvido tato ao fazer u documentário. Não consegui não ser personagem desta historia.”, conta. , 02 de Junho de 2005