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A PESSOA É PARA O QUE NASCE

Elas são irmãs. Mais precisamente três. Cegas e unidas por um único destino.

As irmãs viveram todas as suas vidas cantando e tocando ganzá, em troca de esmolas nas cidades e feiras do nordeste do Brasil, a região mais pobre do país. Após a morte do pai, a cantoria tornou-se a principal fonte de renda de uma família numerosa, e que não parava de crescer. Houve um momento em que as ceguinhas sustentavam, com seus míseros ganhos, 14 pessoas, entre irmãos e irmãs, um deles adotado, sobrinhos, a mãe e seu novo marido.

Irmãs só estiveram separadas em um único período

Maria Barbosa, a mais habilidosa e autônoma das três irmãs, foi a única que casou. E, por duas vezes, ambas com deficientes visuais, tendo ficado duas vezes viúva. O primeiro marido, Manuel Traquiline, violeiro e cantador, que passou a apresentar-se com elas nas feiras. Tiveram uma filha, Maria Dalva, que nasceu em 1989.

Após o nascimento da filha, Maria foi viver com o marido em Natal, no Rio Grande do norte. Foi o único período de suas vidas em que as irmãs estiveram separadas. Quando a filha já tinha completado cinco anos, Manuel morreu e Maria voltou para junto de suas irmãs, em Campina Grande. Lá conheceu Silvestre, o grande amor de sua vida, com quem viveu dois anos, até o marido ser assassinado a facadas.

Ficha Técnica

Direção: Roberto Berliner Co-direção e Montagem: Leonardo Domingues Fotografia: Jacques Cheuiche Roteiro: Maurício Lissovsky Com: Regina, Maria e Conceição Barbosa Produção Executiva: Renato Pereira, Rodrigo Letier e Paola Vieira Produtores Associados: Jacques Cheuiche, Maurício Lissovsky e Leonardo Domingues Som: Paulo Ricardo Nunes Trilha Sonora Original: Hermeto Pascoal Trilha Sonora Adicional: João Barone, Patrick Laplan, Pedrão Selector, Renato Martins Pós-produção: Anna Julia Werneck, Kika Brandão Edição de som e mixagem: Denilson Campos, Mariana Barsted (solo áudio) Design Visual: Marcelo Pereira, Clarisse Siqueira (Tecnopop) , 29 de Junho de 2005